O
senador Roberto Rocha (PSB-MA) considerou insatisfatórias as respostas do
ministro da Fazenda, Joaquim Levy, às suas perguntas sobre cortes de custeios
pelo governo federal e o reconhecimento de erro na condução da economia.
Joaquim Levy participou de audiência pública, nesta terça-feira (31), das 10h
às 18h, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, e respondeu ao
questionamento de senadores sobre ajuste fiscal, indexação da dívida dos
estados e política econômica.
Roberto
Rocha, que é membro titular da comissão, ressaltou sua preocupação com as
contas públicas brasileiras, que apresentaram o maior déficit dos últimos 18
anos - R$ 7,357 bilhões, e com o aumento da receita de apenas 0,1%, enquanto a
despesa subiu 5.6%. “Quando uma pessoa física ou jurídica gasta mais que
arrecada, quem paga a conta é a pessoa ou seus sócios. No entanto, quando o
governo faz isso, quem paga a conta são os contribuintes, o sócio da empresa
pública é o povo,” afirmou o senador. Ele também lembrou que os candidatos do
seu partido à Presidência, Eduardo Campos, seguido por Marina Silva, já haviam
antecipado o cenário de desequilíbrio que se confirma na atualidade e foram,
por esta razão, bastante criticados pelo governo durante a campanha eleitoral
passada.
“Quando
serão as medidas de corte de custos do próprio governo, que tem 39 ministérios
e 25 mil cargos em comissão?” questionou o senador. Ele também cobrou um mea culpa por parte do governo, como forma de
explicar à população por qual motivo ela agora é convidada a pagar a conta.
O
ministro que respondeu às perguntas dos senadores em bloco, disse que existe um
grupo de trabalho empenhado em estudar uma forma inteligente de baixar custos,
mas não foi claro sobre quais custos serão cortados. Sobre o reconhecimento de
erro, Joaquim Levy afirmou que o importante é sinalizar com o que vai fazer
para frente, coisa que, segundo ele, já está sendo feito.
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